Por que o pescoço dói?

Muitas pessoas têm dores pequenas ou algum desconforto no pescoço. O alerta que se faz é para dores significativas, como um torcicolo que apareceu de repente ou um endurecimento que impede mover o pescoço para um dos lados. Muitas podem ser as causas dessa dor: má postura, stress, carregar muito peso, exercícios feitos de maneira errada.

Todas essas possibilidades forçam as articulações a trabalhar incorretamente, estendendo e sobrecarregando outros tecidos no pescoço.

O pescoço é composto por sete vértebras. É forte e flexível, dá suporte à cabeça e protege a medula espinhal e os nervos cervicais. O pescoço é a região da coluna que mais se movimenta: gira para o lado (rotação), até 90° em cada direção; dobra lateralmente em direção aos ombros (flexão lateral), até 60° para cada lado; movimenta-se para frente e para trás (flexão/extensão), totalizando aproximadamente 90°.

Problemas no pescoço que afetem esses movimentos são casos de tratamento com a Quiropraxia.

Abaixo estão alguns dos problemas que podem acontecer na região cervical além dos já citados acima:

Endurecimento ou Hipomobilidade (pouco movimento)

É o resultado de má postura, fadiga, postura estática, stress ou tensão nos músculos. A não mobilidade do pescoço é normalmente acompanhada de endurecimento da região e cefaleia (dor de cabeça).

Hoje em dia, com o uso excessivo de computadores, celulares e smart fones, nas atividades de trabalho, estudo e lazer, a boa postura é uma questão primordial. A postura incorreta na digitação e leitura pode, gradualmente, provocar alterações sérias na região do pescoço, com dores crescentes.

Muitas pessoas se acostumam com esse desconforto, quase naturalizando a dor. Se não houver tratamento adequado, o organismo pode desenvolver a degeneração das articulações do pescoço (osteoartrite) e cefaleias tensionais.

Observe o quanto de carga infligimos aos nossos músculos quando estamos usando nossos celulares.

Instabilidade ou Hipermobilidade (excesso de movimento)

Resultado normalmente de estiramento ou até ruptura dos tecidos superiores (ligamentos) que seguram a cabeça. Por exemplo, em um acidente de carro isso pode acontecer.

Além de dor intensa, a sensação é de que a cabeça "ficou solta", uma vez que agora os tecidos não seguram o movimento dentro dos limites normais.

Se este quadro não for tratado corretamente as consequências podem ser graves, com alterações significativas no modo como o pescoço trabalha, induzindo ao aparecimento de tecido cicatricial (fibrose) e problemas no disco intervertebral.

Dor de cabeça – Cefaleia

A dor de cabeça ou cefaleia é, antes de mais nada, um sintoma e este pode estar presente em várias situações, desde um simples resfriado até uma meningite.

Nesses casos, a cefaleia será acompanhada por outros sintomas, como febre, tosse, mal-estar, convulsões, o que normalmente preocupa mais as pessoas e as faz procurar um médico mais rápido. Essas dores de cabeça provocadas por outras doenças de cefaleias secundárias.

Porém, na maioria das vezes, a dor de cabeça se apresenta como o único ou principal sintoma, nesses casos as cefaleias são chamadas primárias.

As principais cefaleias primárias são:

• Dor de cabeça do tipo tensional;
• Enxaqueca.

A dor de cabeça do tipo tensional é a cefaleia mais frequente na população. É uma dor leve a moderada, geralmente em pressão ou aperto, em toda a cabeça, com duração de uma hora até vários dias. Desencadeada principalmente por cansaço e estresse emocional.

A enxaqueca é uma cefaleia de intensidade moderada a forte, latejante ou pulsátil, frequentemente acompanhada de aversão à luz, barulho, cheiros, tonturas, náuseas e, às vezes, vômitos. Algumas pessoas apresentam, antes ou no decorrer da crise, sintomas visuais como luzes brilhantes ou embaçamento e perda visual, e/ou também formigamentos no corpo, o que chamamos de aura de enxaqueca. Crises de enxaqueca podem durar de algumas horas a vários dias.

Segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia, 95% da população apresentará uma dor de cabeça ao longo de sua vida. Cerca de 70% das mulheres e 50% dos homens apresentam pelo menos um episódio de cefaleia ao mês.

Escute seu corpo. A dor é o meio que ele tem de chamar sua atenção de que algo não vai bem. São sinais de gravidade de uma dor de cabeça, que podem sinalizar uma possível cefaleia secundária:

• “A primeira ou pior dor de cabeça da vida”;
• Mudanças de características da cefaleia já existente;
• Início após os 50 anos de idade;
• Cefaleia que progride em intensidade e frequência rapidamente, em dias ou semanas;
• Cefaleia que ocorre exclusivamente durante tosse, atividade sexual ou esforço físico;
• Cefaleia acompanhada de febre, confusão mental, rigidez na nuca, convulsões, paralisias, desequilíbrio, ou qualquer sinal neurológico.

No caso das cefaleias primárias, crises frequentes e/ou intensas que interfiram na sua rotina e qualidade de vida devem sinalizar que é hora de buscar ajuda. A Quiropraxia ajuda bastante nas cefaleias primarias principalmente nas cefaleias tensionais.


Ubika