Por que as dores na coluna?

A predisposição genética aliada a hábitos errados como:

• Carregar excesso de peso;
• Falta ou o excesso de exercícios;
• Horas sentados em frente a um computador;
• Uso excessivo de celulares e smartphones;
• Uso de calçados inadequados;
• Sentar de qualquer jeito;
• Não ligar para dores na coluna de intensidade pequena ou média;
• Entre outros abusos que fazem com que a coluna vertebral esteja mais propensa a sofrer danos.

A musculatura das costas é particularmente vulnerável e, associada à disfunção das articulações vertebrais, pode levar a resultados dolorosos. Com os ajustes vertebrais e outras técnicas, seu Quiropraxista pode tratar muitos dos problemas que causam dores nas costas, como os descritos a seguir:

Hérnia de Disco (prolapso discal, protrusão discal)

A Hérnia de Disco ocorre com mais frequência na parte baixa das costas (lombar), ou na região da nuca (cervical). É uma das causas mais comuns de dor lombar e também de dor na perna (dor ciática ou ciatalgia).

Mais de 80% das pessoas terão um episódio de dor lombar em algum momento de suas vidas. Dentre estas pessoas, 10% a 30% podem ter dores lombares ou na perna, causadas por uma hérnia de disco.

A hérnia de disco pode ser dolorosa e incapacitante. No entanto, na maioria das pessoas evolui com melhora das dores após algumas semanas ou meses de tratamento não cirúrgico.

A coluna vertebral é formada por articulações compostas pelas vértebras e também pelos discos intervertebrais (que ficam entre as vértebras). Esses discos são formados por um anel fibroso e um núcleo gelatinoso conhecido como núcleo pulposo. O disco intervertebral é um amortecedor, absorvendo os impactos que a coluna sofre diariamente quando andamos, corremos, pulamos, entre outras atividades. Além disso, o disco intervertebral é responsável pela sustentação do peso do corpo e de todos os movimentos que fazemos com a coluna, como inclinação e rotação.

A hérnia de disco é a projeção do material do núcleo pulposo do disco intervertebral. O diagnóstico pode ser confirmado por ressonância magnética. No entanto, nem sempre os achados dos exames de imagem são acompanhados de sintomas clínicos.

Estudos de prevalência mostram que mais de 60% das hérnias de disco visualizadas em exames de imagem são assintomáticas. Ou seja, não há correlação clínica com a imagem. Isso quer dizer que uma pessoa pode apresentar no exame de imagem um abaulamento (fase bem inicial da hérnia) e estar com uma dor muito forte ou mesmo incapacitada de alguns movimentos. Enquanto outro indivíduo pode ter no exame uma hérnia extrusa e não apresentar dor ou outro sintoma.

MENOS DE 10% IRÃO PRECISAR DE CIRURGIA

Até 90% das crises de hérnia de disco se resolvem em no máximo 6 semanas.

No entanto, 60% das pessoas podem apresentar uma nova crise em até 2 anos.

Fases de formação da hérnia de disco intervertebral.


Síndrome Facetaria

A Síndrome Facetaria é uma das causas mais comuns de lombalgia, mas também pode causar dor na região cervical.

As facetas articulares são pequenas articulações que conectam as vértebras na parte posterior da coluna. Quando sofrem atrito por sobrecarga e má postura, elas inflamam e com isso causam fortes dores.

Os ajustes de Quiropraxia aumentam o espaço articular aliviando as dores rapidamente e libera substâncias que diminuem a sensação de dor.

Osteofitose ou “Bico de Papagaio”

Resultado de um longo período de disfunção da articulação o Osteófito é o crescimento anormal de tecido ósseo em torno de uma articulação das vértebras, onde o disco intervertebral não funciona mais como amortecedor entre os ossos.

Com o passar do tempo, ocorre a desidratação do disco intervertebral. Essa desidratação favorece a aproximação das vértebras e a compressão das raízes nervosas. Com isso, o organismo produz os osteófitos para absorver a sobrecarga exercida sobre as articulações e estabilizar a coluna vertebral. Assim os osteófitos ou bicos de papagaio são, na verdade, uma defesa do organismo.

Os osteófitos aparecem normalmente em indivíduos com mais de 50 anos, mas podem se manifestar em pessoas mais jovens expostas aos fatores de risco que são além da idade:

• Hereditariedade;
• Má postura;
• Obesidade;
• Sedentarismo;
• Fraturas;
• Doenças reumáticas, etc.

Os principais sintomas dos osteófitos são a dor forte, limitação dos movimentos, perda da força muscular, da sensibilidade e dos reflexos e algumas vezes o formigamento.

A osteofitose é processo crônico, progressivo e irreversível, entretanto, na maioria dos casos o tratamento associado a mudanças de hábitos reduz os sintomas e mantém o paciente ativo.

Artrose ou Osteoartrose ou Doença Degenerativa da Articulação

A artrose é o processo de degeneração da cartilagem de uma articulação.

A articulação é o local onde ocorre a conexão entre dois ou mais ossos. As articulações possuem: cartilagem e uma bolsa cheia de um líquido lubrificante, chamado líquido sinovial.

A cartilagem é um tecido escorregadio aderido às extremidades dos ossos ligados pelas articulações. A cartilagem e o líquido sinovial permitem que os ossos da articulação deslizem entre si com o mínimo atrito.

A artrose é a doença causada pelo desgaste desta cartilagem, isso provoca o aumento do atrito entre os ossos e leva à inflamação local (artrite), dor e incapacidade funcional.

A artrose é muito rara antes dos 40 anos e muito comum após os 60 anos. Por muito tempo, ela foi vista como um processo natural do envelhecimento. Hoje, sabe-se que a idade é um dos principais fatores de risco, mas não é o único.

Os principais fatores de risco para artrose são:

• Idade;
• Sexo feminino;
• Obesidade;
• Não ter osteoporose (ossos fortes na velhice aumentam o risco de artrose);
• Ocupação (trabalhos que forcem as articulações cronicamente);
• Atividades desportivas de alto impacto;
• Traumas nas articulações;
• Doenças musculares;
• Predisposição genética;
• Deformidades ósseas;
• Diabetes Mellitus.

As articulações mais acometidas pela artrose são as mãos, joelhos, quadril e coluna.

Os principais sintomas da artrose são dor, rigidez matinal de curta duração, limitação de movimentos e, nas formas mais graves, instabilidade da articulação acometida.

Não há correlação exata entre os sintomas articulares e o grau de alterações patológicas ou radiográficas. Apenas 30% dos pacientes com evidência radiográfica de artrose queixam-se de dor nas articulações acometidas. Isso significa que alguns pacientes com lesões graves da cartilagem, visíveis na radiografia, podem apresentar poucas queixas de dor, enquanto outros com lesões menos visíveis podem ter sintomas de artrose mais evidentes.

A articulação com artrose costuma ter mobilidade menor e ainda estar inchada, quente e apresentar crepitações à movimentação.

A artrose é uma doença crônica que piora progressivamente com o passar dos anos. O tratamento pode muitas vezes reduzir os sintomas, manter o paciente ativo e, em alguns casos, retardar a progressão desta doença.

Os objetivos do tratamento da artrose são o controle a dor e do inchaço, melhorar a qualidade de vida e prevenir a progressão da lesão.

Escoliose

A escoliose é um desvio da coluna vertebral para a esquerda ou direita no plano frontal (quando olhamos a pessoa de frente ou de costas), resultando em um formato de "S" ou "C". É um desvio da coluna vertebral acompanhado de uma rotação e de uma gibosidade (corresponde a uma látero-flexão vertebral).

Existem muitas causas para a escoliose, mas cerca de 80% a 85% dos jovens com essa patologia apresentam a Escoliose Idiopática, ou seja, que a ciência ainda não descobriu a causa.

A Escoliose Idiopática pode afetar os membros de uma mesma família mostrando uma associação genética e fatores hereditários. Entretanto, ainda não se sabe o porquê do desenvolvimento das curvaturas da coluna, e também porque algumas curvas progridem mais do que outras.

A escoliose pode ocorrer em crianças perfeitamente saudáveis e geralmente acomete as meninas com frequência de 5 a 8 vezes maior do que nos meninos.

É importante que toda criança seja avaliada antes dos 10 anos de idade. Entre os 18 e 20 anos, cessa o crescimento dos ossos e os recursos terapêuticos são mais escassos. Apesar de provocar poucos sintomas dolorosos, a longo prazo seus efeitos podem ser graves, inclusive induzindo ao aparecimento de algumas das condições relatadas acima.

A escoliose também pode ocorrer devido a doenças neurológicas e musculares tais como: paralisia cerebral, distrofia muscular e poliomielite. Estes tipos são chamados de Escolioses Neuromusculares e têm um comportamento completamente diferente das curvas escolióticas idiopáticas.

Existem outras escolioses, porém com menor frequência, como:

• Escolioses Congênitas que são causadas por anomalias na formação ou da divisão das vértebras e se apresentam desde o dia do nascimento.

• Escolioses Sindrômicas com uma frequência ainda menor, por exemplo, a síndrome de Marfan e/ou anomalias cromossômicas como a síndrome de Down, também podem cursar com escoliose.

Síndrome Sacroilíaco

O sacro está ligado aos ossos ilíacos pelas articulações sacroilíacas ou “articulações SI”. Cada articulação está cercada e consolidada por fortes ligamentos. Estes ligamentos permitem um pequeno movimento quando andamos, levantamos pesos e nos dobramos à frente.

Quando estes ligamentos são lesionados ou estão desgastados pelo envelhecimento, permitem que a articulação tenha uma mobilidade excessiva ou diminuída.

Esta mobilidade excessiva leva à inflamação e disfunção da articulação, originando a Síndrome da Sacroilíaco. A sintomatologia pode incluir dor na região lombar, nádegas e coxas, bem como dificuldade em sentar.

Ela é muito comum nas grávidas, devido à liberação do hormônio relaxina que faz com que os ligamentos se tornem mais “frouxos” para permitir a saída do bebê pelo canal de parto, o que faz aumentar a mobilidade da articulação levando a dores frequentes. É chamada de lombalgia gestacional.

Muitas vezes dores nas vértebras lombares têm sua causa em problemas na região da articulação Sacroilíaca.

Esse problema é comumente mal diagnosticado e erroneamente chamado de estiramento muscular.


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